A ALEGRIA DE ESPERAR UM FILHO
Meu
nome é Hirley, tenho 36 anos. Não tenho filhos e nem estou grávida, mas planejo um dia ter a sorte e a
alegria que você está tendo neste momento, de carregar um bebê aí
dentro do seu ventre... Mesmo assim, tenho uma certa intimidade com a
maternidade, pois possuo muitas amigas que já são mães e através das
mais chegadas, tive a oportunidade de perceber a benção que é gerar e
esperar um filho. O maior exemplo que tenho disto, está na minha própria
casa : minha mãe não conseguia ter filhos e esperou 18 anos até o dia
em que engravidou de mim! Imaginem como fui esperada e desejada... Carrego, então, todas
essas emoções comigo,
sei o quanto a maternidade é importante para a mulher e como é
gratificante ver aquele bebezinho que saiu de dentro de você desenvolver-se com saúde,
dando o primeiro
sorriso, arriscando os primeiros passos, balbuciando as primeiras
palavras... E dia após dia, novas surpresas e
descobertas vão surgindo e cada momento torna-se especial, recheado de emoção.
TUDO COMEÇA QUANDO...
Você abre o envelope do exame de sangue e lê “POSITIVO”.
Aí vem a primeira comemoração : contar a novidade para o futuro pai,
que afinal, teve uma participação fundamental e que a
partir de agora vai estar tão grávido quanto você. Depois, compartilhar a
alegria com os avós, parentes e amigos. A cada vez que você repete a
frase : “estou grávida”, uma mini-comemoração.
E tudo vai acontecendo como deve ser : os seios enormes (e o
maridão adorando!), a ida ao banheiro a toda hora, o sono
incontrolável durante dia e noite. A fome animalesca, os enjôos, as
azias e as vontades estranhas. A terrível instabilidade emocional e sua
sensação de ser a mulher mais incompreendida do mundo ... O aparecimento
da barriga, os chutes, as espreguiçadas e o susto de sentir alguém
soluçando dentro de você. As dúvidas ansiosas de querer saber se é “ele”
ou “ela”, se será saudável e perfeito, se vai ser parto normal
ou cesária, se você vai ser uma boa mãe, se vai saber educá-lo e por
aí vai. A única certeza mesmo que você tem, é a de que sua vida nunca
mais será a mesma...
O ultra-som é um
capítulo à parte. Admiro os médicos, os únicos capazes de decifrar
aqueles “borrões” que ninguém mais consegue entender. Mas tudo fica
melhor nos exames que se seguem, com a emoção de escutar o batimento
cardíaco, de conseguir enxergar a coluna, as maõzinhas, os pezinhos. E
agora, aproveitando o avanço da tecnologia, surgem os ultra-som em três
dimensões e até o rostinho a gente já pode ver, sabendo se a criança
vai nascer com a cara da mãe ou do pai. E a procura pelo sexo do bebê?
Alguns deixam bem à mostra, mas outros dão um baile no médico, talvez
por serem mais tímidos... Mas difícil mesmo é acreditar no milagre da
vida, como tudo pode ser tão perfeito.
ESTÁ CHEGANDO A HORA
Falta menos de um mês para você ver o rostinho dele. Para tirar
da sua cabeça a angústia de saber se ele é perfeito como você espera.
Para não precisar mais ouvir “E aí?? Ainda não nasceu???” Para
acabar com a dificuldade de sentar-levantar-andar-respirar-dormir. Para
não sentir mais aquele peso enorme do barrigão, nem mais as dores nas
pernas, o inchaço. O quartinho está
decorado e grande parte do enxoval está pronto. O estoque de
fraldas já está devidamente providenciado, graças ao *Chá de Bebê*
que você comemorou com suas amigas e parentes mais queridas. As roupinhas
já foram lavadas e passadas e a mala da maternidade já está pronta. No
sono entrecortado, você já sonha que está com ele no colo. O que mais
falta? Paciência. Apenas isso.
CHEGOU A HORA!!
Com
a barriga mais dura que tábua, você começa a sentir as contrações.
Marca no relógio de quanto em quanto tempo elas chegam. Fica na dúvida
se é para valer ou se é só dor de barriga. Hesita em ligar para o médico.
O coração bate forte, o tempo entre as contrações diminui e sim,
chegou a hora! Aquela hora que você tanto sonhou durante nove meses. A
partir daí, cada uma tem sua estória. Seja parto normal, cesariana, de cócoras,
na água, em casa, no táxi, seu bebê vem ao mundo, para mudar sua vida,
para fazer com que você deixe de ser filha e passe a ser mãe, para que
você alimente, cuide e dê carinho. E principalmente Amor, um Amor maior
do que tudo, muitas vezes maior do que o que você sente por você mesma.
É uma parte de você que agora está lá, chorando e mexendo os bracinhos,
buscando o seu peito e identificando sua voz. Realmente, ter um filho é
uma benção. Alguém duvida??
POEMA INDIANO